Poema – Alberto Caeiro

Alberto Caeiro

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Poema – Florbela Espanca

Florbela Espanca

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Vênus e o Perfume

A Lenda do Surgimento do Perfume

venus

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Morre Oscar Niemeyer

Morreu o Gênio Niemeyer

Oscar Niemeyer morreu na noite de quarta-feira, 05 de Dezembro de 2012. Estava internado desde o dia 2 de novembro Hospital Samaritano, em Botafogo. Vítima de complicações renais e desidratação causadas por uma infecção respiratória, o arquiteto precisou ficar sedado e respirava com auxílio de aparelhos. A morte ocorreu às 21h55. O verdadeiro gênio da arquitetura brasileira não completaria 105 anos de vida. O aniversário seria já no dia 15 de dezembro.

‘Perdi a pessoa que eu mais gostava no mundo. Perdi um amigo, perdi tudo, vai ser difícil.’ Com essas palavras Vera Niemeyer, agora viúva, demonstra sua dor.

Niemeyer  passou mais de 30 dias  internado e que, lúcido, um dia antes de morrer, pediu para comer um pastel e tomar café. Mas não só para desejos gastronômicos o artista estava lúcido: o arquiteto se preocupava com a rotina de trabalho de sua empresa.  Vera Niemeyer dava ao marido informações sobre o andamento de alguns projetos.

Um dos últimos desejos do arquiteto era lançar mais um livro. Seria sobre artes e centros culturais, projeto a quatro mãos em parceria com a esposa, que promete levar adiante o sonho.

Sem mais palavras, ficam as obras… geniais!!!

Niemeyer

Catedral

Museu

Leia mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Niemeyer

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Fisális: Linda e Deliciosa

Fisális

 

A Physalis é uma planta nativa das regiões temperadas, quentes e subtropicais de todo o mundo. Trata-se de um fruto alaranjado e pequeno, semelhante em forma e estrutura a um tomate, mas de tamanho semelhante a uma bolinha de gude (berlinde ou birosca), envolto parcial ou completamente por uma casca grande que lhe “veste” e lhe dá uma elegância sem igual.

 A planta da Fisális, que pode chegar aos dois metros de altura, adapta-se bem quase todo o Brasil, mas sua produção ainda é pequena. A Colômbia (onde a Fisális recebeu o nome de uchuva)  é o principal produtor mundial e abastece todo o mercado europeu, principalmente a Alemanha e os Países Baixos. No Equador o nome é uvilla e no Japão é conhecido como hosuki. Em Portugal é conhecido por alquenqueje e nos Açores ganhou o nome de capucha.

A Produção da Fisális

Cada planta produz entre 2 a 4 kg de frutos. Por cada hectare pode-se plantar cerca de 6000 plantas. As plantas crescem bem na maior parte dos solos e também em vaso. Produz frutos após 3 ou 4 meses do plantio, considerada planta medicinal valiosa, uma muda cultivada no jardim pode produzir 2 kg durante o ciclo de 6 meses. A muda é de rápida produção.

Outros tantos nomes comuns, sendo os mais conhecidos: físalis, fisalis, fisales, camapu, camaru, bucho-de-rã, joá-de-capote, juá-de-capote, juá-roca, juá-poca, mata-fome, canapum, camapum, bate-testa, saco-de-bode, alquenquenje, erva-noiva, cerejas-de-judeu, balão, tomate-lagartixa, tomate-barrela, tomate-capucho e capucho.

Aplicações da Planta:

Aplicação/ Utilização Parte da planta e/ou constituinte ativo Referência
Calmante e depurativo Seiva Pio Corrêa, 1962
Comestível, desobstruente, resolvente e diurético Fruto / Cozimento e infusão de toda a planta Pio Corrêa, 1962
Anti-oxidante Fruto / Carotenóide Raghava e Nisha-Raghava, 1990
Diminuição da pressão arterial Fruto / Acetilcolina Melo & Afiatpour, 1985
Anti-bacteriana Extrato de raiz, caule e folha Sanchez et al, 1997
Atividade imunosupressora Vitaesteróides Sakhibov e al, 1990
Anti-tumoral Fisalina F Chiang et al, 1992
Hemorróida (karioka hemorróida) Fisalina F Chiang al et, 1987
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Folclore Brasileiro – Saci Pererê

A Lenda do Saci Pererê

O Saci Pererê é uma figura representada como um pequeno tapuio (nome usado antigamente pelos índios tupis para designar os inimigos), de uma perna só, com um barrete vermelho e com uma ferida no joelho. Também conhecido com os nomes de Matin Taperê e Saci-Sererê, ou simplesmente Saci, a personagem entrou na literatura infantil, nas histórias em quadrinhos e nas charges. Sobressaiu-se nos textos de Monteiro Lobato, mas tornou-se mais conhecido quando a novela Sítio do Pica-pau Amarelo, da extinta Rede Tupi exibida de 3 de junho de 1952 a 1962, tornou mais “real e visível” a personagem folclórica até então, apenas figura lúdica do imaginário.

Como Surgiu A Lenda do Saci

No fim do século XVIII, durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras do negrinho de uma perna só. Seu nome no Brasil é de origem Tupi Guarani. Em certas regiões do Brasil, o Saci é brincalhão, em outras é visto como um ser maligno.
É uma criança de uma perna só que fuma um cachimbo. Uma carapuça vermelha lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos.
Ele também se transforma numa ave chamada Mati-taperê, ou Sem-fim, ou Peitica como é conhecida no Nordeste, cujo canto melancólico, ecoa em todas as direções, não permitindo sua localização.
A superstição popular faz dessa ave uma espécie de demônio, que pratica malefícios pelas estradas, enganando os viajantes com os timbres dispersos do seu canto, e fazendo-os perder o rumo.

As Travessuras do Saci

O moleque Saci adora fazer travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos…E como e onde encontrar um Saci? Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Dizem que ele não atravessa córregos nem riachos, que, se alguém jogar um rosário de mato bento ou uma peneira dentro do redemoinho pode capturá-lo, e caso consiga “roubar” a sua carapuça, pode realizar um desejo.

E Se o Saci Nos Perseguir?

Reza a lenda que alguém perseguido pelo Saci, deve jogar em seu caminho cordas ou barbantes com nós. Ele então irá parar para desatá-los, e só depois continua a perseguição, o que dá tempo para que a pessoa fuja. Aqui, percebe-se a influência da lenda da Bruxa Europeia, que é obrigada a contar os fios de um feixe de fibras, antes de entrar nas casas.
Do Amazonas ao Rio Grande do sul, o mito sofre variações. No Rio Grande ele é um menino de uma perna só, que adora atormentar os viajantes noturnos, fazendo-os perder o caminho. Em São Paulo é um negrinho que usa um boné vermelho e frequenta os brejos, assustando os cavaleiros. Se o reconhece o chama pelo nome, e então foge dando uma espetacular gargalhada.

Monteiro Lobato tornou mais conhecido o Saci através das histórias encontradas nos livros do Sítio do Pica-pau Amarelo.

“O Saci de Monteiro Lobato tem a força de um arquétipo racial e é o símbolo do Brasil mestiço e do sangrento período da escravidão”.

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Feijoada Brasileira

A Feijoada Não é Brasileira, é Multinacional!!!

Veio de fora, na sua mais genuína concepção, mas adaptaram a ela os ingredientes locais. E assim se fez nascer a “Feijoada Brasileira”…

Guilherme Figueiredo (escritor e teatrólogo, gastrônomo e gastrólogo) assim descreveu a “louca” Feijoada Carioca: “O mais carioca dos pratos cariocas é degeneração do “cassoulet” francês e da caldeirada lusa, casados por cima dos Pirenéus e descidos juntos, Atlântico abaixo, tornada “cachupa” de favonas de milho em Cabo Verde, depois aqui enegrecida de feijões negros”.

Para entender o nascimento da Feijoada Brasileira é preciso recuar no tempo, debruçar sobre trabalhos de historiadores, ler e analisar fatos e comparar relatos. Não é tarefa fácil e quem tiver (se calhar alguém já teve…) tal disponibilidade de tempo terá sob sua assinatura uma tese gastronômica muito interessante.

Eu quero avançar um pouco nesta procura da identidade de nossa feijoada, sem a pretensão de teses, apenas para sanar meras curiosidades. Comecemos por analisar as palavras de Figueiredo.

O Cassoulet  é um Estufado (cozido de carnes) de Toulouse, França. A palavra cassoulet vem de cassole, nome do prato de barro vidrado em que o cassoulet é gratinado. O principal ingrediente no cassoulet é o feijão branco. Como os franceses são extremamente exigentes na escollha de seus ingredientes, este feijão branco tem de ser de plantações de Cazères ou de Pamiers, e deve ter sido colhido há menos de uma ano. A este ingrediente juntam-se diversas carnes, consoante a região. A versão mais antiga do cassoulet é a de Castelnaudary. É também a mais simples. Em Carcassonne juntaram perna de borrego e perdiz na época da caça; EmToulouse, chouriço de Toulouse, perna de borrego e confit; Em Limouz acrescentaram rabos de porco; Em Mas dÁzil juntaram tripas e em Périgord, pescoço de ganso recheado e confit.

Inicialmente o feijão branco foi levado de Espanha para França, no século XVI.

Feijoada à Minha Moda

Vinicius de Moraes


Amiga Helena Sangirardi
Conforme um dia prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora — perdoe — tão tarde


(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.


Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho


E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte


Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho — e o que mais for azado


Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais… vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo.


Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks


Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão


E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas


De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)


E — atenção! — segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.


Feito o quê, retire-se o caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso


Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.

Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de lingüiça


Enquanto ao lado, em fogo brando
Dismilingüindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso

Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.


Uma farofa? — tem seus dias…
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) — e chega


Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da lingüiça na iguaria — e mexa-se.


Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
— Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão…


Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta…— jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes


Texto extraído do livro “Para viver um grande amor”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1984, pág. 97.

 

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