A Casa, A Mãe…

 
 
A Casa
Sharunas Bartas
(texto extraído do filme "A Casa", 1997)
 
 
 
Mãe
Muitas vezes deveria ter falado contigo
Mas nunca falei;
Dentro de mim falava.
 
Sentia que sim, ouvia tuas respostas.
 
Mas sempre que estávamos verdadeiramente ao lado um do outro,
Eu não conseguia falar,
Ficava calado.
 
Todas as palavras teriam sido ditas, dentro de mim;
Todas as minhas perguntas tu respondias, dentro de mim.
 
Antes éramos assim quando nos encontrávamos longe,
Longe um do outro.
Isso era antes, passava-se antes,
E não pode voltar a acontecer
Por muito que eu deseje…
 
O futuro?
No futuro eu sou livre
Visto ele ainda não existir.
 
Não sei o que é o presente.
 
Mãe, o presente desaparece tão depressa…
Que nem tenho a certeza que exista.
 
Mãe,
O tempo passou e eu estou longe de ti
O importante Mãe, para mim
É eu acreditar que nós não desaparecemos.
 
As nossas canções, os nossos olhares, os nossos minutos…
Nós não passamos, Mamãe de pessoas doentes, cansadas, muito simples e sobretudo quase sem esperanças.
 
Mas não iremos desaparecer.
Se conseguisse dizer-te o quanto quero acreditar nisto,
Mamãe…
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