Para a Amiga Alessandra…

ALESSANDRA,
 
Para a menina Alessandra:
Estou tão carente, tenho falta de gente,
De abraços quentes, amigos como os seus
De sorrisos largos e sinceros, eu quero
Dê notícias, diga lá,
Como vives, com quem reduz os seus dias,
A família, os amigos, os amores…
Diga lá, sem medo
Como sempre guardo teu segredo…
 
Menina, conte-me em que bocas deixa tua saliva,
Em que lençóis desalinhas e revigora seus espasmos
Quero saber em que dias, a que horas,
Como dormes e com quem sonhas
Quando acordas e do que se alimenta,
Não inventa, diga lá a verdade.
 
Saiba contar-me os detalhes
Pois é neles que me embalo
Rumo ao cais do seu destino…
Fale baixinho ao ouvido,
faz-me vibrar o sangue nas veias
Que pule o coração sem limite!
Permita-me adentrar nesse aconchego,
Colo de mulher vadia que da noite enebria
E no dia vive a cantar…
 
Pensas um pouco em mim e relembre
Quando éramos crianças sem mácula
E nas árvores frondosas dos anos idos,
ventávamos os nossos sonhos
Nunca esqueças daquelas vidas futuras esperadas
Dos projetos a dois inventados
De sermos grandes para estarmos juntos
E que agora, na realidade chegada
Estás tão longe de mim e eu de ti
E ainda tão dentro e presente
Que nem sequer o tempo fluindo
Destrói nosso destino, eu menino,
você mulher…
 
(Ivanir Faria
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