Minha Poesia…

Torno-me um muro
 
 
Escoam-se o tempo
E os pensamentos
Para longe do meu cais.
 
Vai-se o menino,
Torna-se o rapaz.
Perde-se no tempo:
Não regressa jamais!
 
E, depois de perdido no tempo,
O que faço, senão lamento…
E queda de novo e de graça
O tempo, momento presente.
 
Torno-me um muro e vejo
Peregrinos pés descalços
Ladeando lajes minhas:
Que desgraça, que destino!
 
 
(Ivanir Faria, 24/07/05)
 
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