Essa Música Não Sai da Minha Cabeça Ultimamente…

Noturno – Fagner

 

O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silencio
Mas deixaram suas marcas
Se hoje sou deserto
É que eu não sabia
Que as flores com o tempo
Perdem a força
E a ventania vem mais forte.

Hoje só acredito
No pulsar das minhas veias
E aquela luz que havia
Em cada ponto de partida
Há muito me deixou
Há muito me deixou

Ai, Coração alado
Desfolharei meus olhos
Nesse escuro véu
Não acredito mais
no fogo ingênuo da paixão
São tantas ilusões
Perdidas na lembrança
Nessa estrada
Só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu

 

 

Quem é Raimundo Fagner?

 

Raimundo Fagner Cândido Lopes é cantor, compositor, instrumentista, ator, produtor. Cearense de Orós, Fagner nasceu em 13.10.1949, caçula de cinco irmãos, filho de José Fares e Dona Francisca.

Em 1968, durante o IV Festival de Música Popular,Fagner tirou o primeiro lugar com a canção “Mucuripe” (com o parceiro Belchior), recebeu menção honrosa e prêmio de melhor intérprete com “Cavalo Ferro” (parceria com Ricardo Pereira) e sexto lugar com a música “Manera Frufru Manera” (também com Ricardo Bezerra). A partir de então, Fagner consegue despertar a atenção da imprensa do sudeste, sendo suas canções intensamente executadas nos bares da capital do país. No ano seguinte, Mucuripe é gravada por Elis Regina e estoura nas paradas de sucesso do país.

Começa a carreira nacional deste nordestino bastante imprevisível. Em meados da década de 1970 fez um sucesso estrondoso. Sua forma peculiar de cantar o destacava dentro do cenário musical e emplacou, nas paradas de sucesso, várias canções. Entre elas, “ Canteiros”, poema de Cecília Meirelles musicado por Fagner, que o cantor, em não colocou nos créditos o nome da poetisa. Este incidente levou a uma briga na justiça, onde a família de Cecília conseguiu retirar de circulação seu primeiro disco “Manera Frufru Manera” (1973). Este fato se repetiu anos depois, no LP "Quem viver chorará" (1978) com outro poema de Cecília – Motivo, também musicado por Fagner sem os créditos da poetisa e também recolhido do mercado. Os dois discos foram relançados posteriormente sem a inclusão dessas músicas

Pela qualidade de seu trabalho e pelo legado que já deixou para a música popular brasileira, vale a pena reverenciar o talento deste homem de temperamento forte e muitas vezes incompreendido.

 
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