A Lenda da “Caninha Verde”

 
 
 E a lenda da "Caninha Verde" tornou-se canção popular…
 
 
"Ó minha caninha verde,
Ó minha verde caninha,
Salpicadinha de amores
E de amores salpicadinha!"
 
 
A tão pitoresca e curiosa cantiga "Caninha Verde" e dança do Norte de Portugal vêm de uma lenda muito antiga.
Aconteceu que nas margens do rio Vouga, um dos mais belos do país, que nasce na serra da Lapa e desagua na ria de Aveiro, havia um palacete. Ali vivia um velho e feio senhor chamado El Haturra, descendente do famoso chefe mouro Cid Alafum.
El Haturra usava há muitos anos uma velha e negra cana como bengala. O mau estado daquela "bengala" devia-se ao fato de ter sido transmitida de geração a geração, através de muitos séculos. Por isso El Haturra era motivo de zombarias pois ainda acreditava na lenda de que um dia aquela vara se reverdeceria e aconteceria então um encontro amoroso entre dois primos descendentes de Cid Alafum que voltariam a dominar aquela região. Assim, as belas mouras seriam desencantadas e alegria voltaria aos corações de toda a gente daquela freguesia.
Passaram-se anos até que numa tarde de primavera, El Haturra, ainda mais velho vê dois cavalos trazendo duas mulheres montadas. Uma  princesa e sua ama vinham  de Castela. Em sua mão, a cana começa a ficar verde. O coração de El Haturra reconheceu de imediato que a ama era a prima que esperava. Assim como a cana, El Haturra começa a remoçar-se. Em minutos aparentava-se um jovem de extrema beleza e segue as duas damas até o castelo. Depois de contar toda sua história ao Rei, este permite que se case com a ama, desde que se batizasse.
El Haturra a princípio nega-se por ser um mouro, mas seu amor fala mais forte. Ao ser batizado instantaneamente o encanto se quebra e ele volta a ser o velho de antes. Sua noiva então refugia-se, assustada. El Haurra foge para sempre, mas não tem tempo de levar a sua cana verde.
Conta-se que essa caninha ainda existe e está muito bem guardada, para jamais ser descoberta.
Hoje, se alguém chega às margens do Vouga à mesma hora que se dera aquele encontro e grita três vezes "Viva o fidalgo da Caninha Verde!" logo se escutam gargalhadas e o sussurrar das águas do rio aumenta.
Para o povo da região trata-se das mouras encantadas que se julgam  libertadas de seu cativeiro desde então…
 
(Adaptado do livro "Lendas de Portugal", vol.III, p.139-148 de Gentil Marques)
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Uma resposta a A Lenda da “Caninha Verde”

  1. Ternura diz:

    °°°°°°°°°°°°|\\ NAVEGUEI °°°°°°°°°°°°|_\\ ATÉ AQUÍ°°°°°°°°°°°°|__\\ SÓ PRA DESEJAR°°°°°°°°°°°°|___\\UM ÓTIMO FINAL DE SEMANA °°°°°°°°°°°°|____\\°°°°°° PRA VOCÊ!!°°°°°°°°°°°°|_____\\°°°°°° carinhosamente!!!
    °°°°°°°°°°°°|______\\°°°°°°Ternur@ °°°°°°______|_______________ ~~~~\\____________________/~~~~
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