Um Texo Fenomenal de Alessandro marques de Siqueira

Ser Feliz ou Ter Razão?
 
 
 
Alessandro Marques de Siqueira
 
Primeiramente, pense em conflitos. Coloque-se diante de seus problemas e se pergunte: quer ter razão ou prefere ser feliz? Tenha calma! Responda com sinceridade…

Será que vale a pena criar um clima ruim porque seu filho chegou depois do horário estabelecido ou tirou nota diferente da que você esperava? Está querendo mostrar força e poder ou ele realmente “pisou na bola”? Uma conversa para saber onde ele estava e o porquê do atraso parece mais interessante, não? Quanto à nota, que diferença meio ponto fará no decorrer da vida? Às vezes é preciso escolher a melhor parte, e isto requer reflexão!

Será que vale a pena brigar porque um amigo está te devendo? Compensa lamentar durante anos aquele assalto que sofreu? Vale, de fato, reclamar do irmão ou da irmã que se apodera de seus sapatos e roupas? Compensa reclamar de pessoas que só se aproximam por causa da carona ou da conta que se paga? Acho que não. Aliás, penso que não. Penso, logo existo, e, por isto mesmo, TENHO CERTEZA QUE NÃO!!!

Tomar calote é ruim, mas dar calote é bem pior. É triste, porque ocorrerá por falta de dinheiro ou de bom caratismo, o que é lamentável.

Ser assaltado também é ruim, mas só se assalta a quem tem algo. Pense nisto! Duvida? Experimente a mendicância. Nela, com certeza, não te levarão nada, a não ser sua vida.

Pegarem nossos sapatos é falta de respeito, mas denota, no mínimo, que se tem mais de um par. Do contrário a apropriação (ao menos sem violência) é impossível. Portanto, viva à fartura. Se o constrangimento tem de ocorrer, é preferível ser vítima a algoz, pois o lugar de quem perdoa é bem mais nobre do que de quem precisa do perdão.

Servir à falta de noção e ao interesse alheio é triste, mas é muito mais triste não ter noção e ser interesseiro. Não lamente as caronas que dá; felicite-se pelo carro que tem! Caso esteja sempre pagando contas, agradeça. É bem melhor que se valer da boa vontade alheia.

 
Como anda a relação com sua esposa ou esposo? Será que compensa brigar pelos mesmos problemas? Para ser feliz é preciso se entender as diferenças: paz, amor e empatia. Pense bem! Não seja mais uma pessoa a engrossar a estatística daqueles que jogam a felicidade pelo ralo para fazer prova da razão.

Muitas pessoas vivem um relacionamento destruído, mas não se separam. Por quê? Não se separam porque jamais dão o “braço a torcer”. Há também o contrário. Há gente que ama e se separa porque não sabe perdoar uma falha. Quer mesmo é ter razão. Quer fazer prova de sua “vergonha na cara” e de seus “princípios”. Princípios mais rígidos que as regras nazistas…

A vida foi feita para ser feliz. Lembremo-nos disto! Se é necessário "chutar o pau da barraca", faça. Se é preciso olhar para o espelho e se fazer mais maleável, faça…

Somos cheios de articulações. Isto deve querer dizer algo. Temos articulações para que possamos nos mexer e mudar. Fomos feitos para mudar. Caso contrário seríamos vivos, mas imóveis, feito plantas…

Ser flexível não nos tira nada. Por isto, se é para ser planta, aprendamos com os bambus. Vamos ser flexíveis para que na chuva torrencial cheguemos ao chão e nos sujemos no barro. Mas vamos ser fortes. Fortes para que na chuva fina voltemos a ser limpos: de pé novamente e sem as seqüelas da tormenta que nos pôs abaixo.

Mude! Mexa-se. Seja feliz. É isso que importa, não?

Depois de ler e pensar, com que parte fica? Será que ainda prefere razão e dizer que tem vergonha na cara?! Eu, não…

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