Castelo de Faria em Portugal

A Lenda do Castelo de Faria

D. Fernando, prestes a casar com a filha do Rei de Castela, apaixona-se inesperadamente por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o Rei Castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras.
O Minho foi invadido e derrotado, ficando entre os reféns D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria.
Receoso que seu filho entregasse o Castelo de Faria ao inimigo, D. Nuno conseguiu que o levassem até aos muros do castelo para, supostamente, convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Contudo, aproveitou a oportunidade para incitar o seu filho à resistência.
Os castelhanos, traídos, mataram prontamente o velho alcaide e atacaram o castelo. D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso, e saiu vitorioso, dedicando-se ulteriormente ao Sacerdócio, abandonando o cargo de alcaide.

Segundo consta foi destruído no séc XVIII para edificar o convento e santuário da Senhora da Franqueira. Diz-se em lenda repetida que os defensores do castelo de Faria para fazer levantar o cerco dos castelhanos iludiu-os à noite com um exército que era apenas um bando de carneiros de luminárias atadas aos chifres.



 

A Origem do Sobrenome Faria

O uso deste sobrenome Faria é bastante remoto, mas já segunda metade do século XII vivia já um certo João de Faria, que foi pai de D.Godinho, o prelado que sucedeu a D. João Peculiar na arquidiocese de Braga e que viria ser beatificado. De outros Farias medievais se tem notícia documentada, todos eles pertencentes à nobreza, se bem que não nos seja possível entronca-los uns com os outros. Assim, a um Lourenço Faria se faz menção em 1288, nas Inquisições de D. Dinis, dizendo-o senhor da Quinta de Onega do Paço. E em 1360, no instrumento de comprovação do casamento de D. Pedro I com D. Inês de Castro, surge como uma das testemunhas um Garcia Martins de Faria, que deu a vida para a conservação deste em poder dos portugueses. As armas dos Farias são: de vermelho, uma torre de prata, lavrada de negro, acompanhada de cinco flores-de-lis de prata, três em chefe e uma em cada flanco. Timbre: a torre do escudo, encimada por uma das flores-de-lis.
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