Bala Perdida

Em Portugal, Bala Só No Revólver!!!

Uma brasileira acaba de chegar a Portugal com o filhinho de 5 anos. Ainda no aeroporto, entra em um Café e pede:

_Moço, me dá umas balas! O empregado de balcão olha surpreso… Ela completa:

_É para ver se meu filho pára de chorar!!!

Rebuçado = Bala

Estaria tudo bem, se em Portugal “balas” não servissem exclusivamente de munição para armas de fogo. Aqui não há balas doces para chupar, e sim “rebuçados”. Mas este simples exemplo não é o único. Há centenas de palavras usadas no Brasil que aqui tem significado diferente e vice-versa. Foi através de apontamentos (=anotações) diários de exemplos como este que Maria Jô Abreu começou a ter mais interesse ao ouvir os utentes (=utilizadores) da Língua Portuguesa. Reuniu “uma data delas” (=porção), “meteu-se” (=entrou) nas bibliotecas, pesquisou, entrevistou aqui e acolá e eis o resultado: Publicou o livro Português-Brasilês. Uma espécie de dicionário tradutor dentro da própria Língua Portuguesa.

Capa do Livro

A autora inicia o livro com uma história muito engraçada, verídica na qual um imigrante brasileiro chega faminto em Lisboa e ao pronunciar as primeiras palavras para comprar o alimento cria embaraços no estabelecimento. Lê-se num fôlego só e é impossível ler sem rir, do começo ao fim do texto. A seguir Maria Jô Abreu apresenta as palavras por ordem alfabética e seus desdobramentos, suas “traduções”, se é que assim podemos chamar. Um livro muito original que não deve escapar a nenhum estudioso da Gramática e da  Língua Portuguesa, do viajante, do curioso, do observador. Vale a pena ter um exemplar!

Tenho meu exemplar autografado. Adquira o seu pelo contato: mariajoabreu@live.com

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3 respostas a Bala Perdida

  1. Luciana Carli diz:

    Desejo a vc meu querido um tantão de rebuçados na sua vida. Ni, falando em “doces”, procure na net o programa MAIS VOCÊ e tente assistir a entrevista hoje com a “doce” Presidenta do Brasil. Foi muito bacana, tomara que vc consiga assistir. Bjo gde amore!!

  2. Joaquim Raposo diz:

    Caro Ivanir, era inevitável que, mais tarde ou mais cedo, surgisse um livro assim; bastante interessante e que, atendendo à globalização dos contactos e da mobilidade das pessoas, se tornou oportuno e enriquecedor da própria lingua portuguesa.
    Mesmo cá, neste país mais pequeno que muitos estados brasileiros, proliferam os regionalismos e mesmo palavras com significados tão distintos como montanha e planície. Um exemplo, que talvez conheça: quando o alentejano, como eu, tem calma, isso só quer dizer que está com calor, mas para o resto dos portugueses é entendido como tranquilo, sereno, paciente….! Também cá já foram publicados alguns livros com as respectivas “traduções” de palavras, frases ou expressões utilizadas em Portugal.
    Um abraço.

  3. Congeta diz:

    Oi Ni,
    Este livro deve ser muito interessante… Adoraria lê-lo. Bjs.

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