A História dos Castelos

Para Que Construíram Castelos?

Portugal tem mais de cem castelos medievais, alguns muito bem preservados. Já visitei alguns deles. São passeios emocionantes que encaro como um regresso ao passado. Como passatempo faço pesquisas e tento descobrir mais da magia destas monumentais construções…

O Poder Feudal

A Idade Média teve a duração de aproximadamente mil anos. Na Europa desse período ocorreu o fim do sistema feudal e começou a reestruturação do poder local. Entre os séculos X e XI a Europa assiste às últimas invasões dos Vikings do Norte, Sarracenos do Sul e Húngaros do Leste. Para o refúgio dos senhores feudais e seus aldeões durante os saques, começaram a edificar os castelos. Inicialmente faziam o cerco em madeira pontiaguda e também os castelos, que eram construções simples. Pouco mais tarde perceberam a ineficácia da madeira e começaram a usar pedra e terra prensadas, bem como a edificar estruturas maiores e mais resistentes.

Carlos Magno foi o precursor da unificação da Europa, geograficamente muito próxima da de hoje. Com os senhores feudais adquirindo maior autonomia, os feudos deixaram de pertencer ao rei e a hereditariedade das terras proporcionou o poder aos donos de riquezas. As invasões de estranhos e de maus cristãos eram a grande ameaça a esse poder.

Castelo: Uma Pequena Aldeia.

Primeiramente escolhia-se o local: perto de um rio ou protegido por um pântano. Era muito comum um fosso que circulava toda a construção e uma porta movediça à entrada principal. Outra opção era edificar sobre uma colina de pedregulhos para dificultar a escalada de inimigos. Começavam por edificar as muralhas com corredores no topo para as rondas e vigílias e passagens secretas subterraneas para o exterior.

Torreão: O Centro do Castelo.

O último andar da torre maior servia de residência real, com o maior conforto possível. Nos andares mais abaixo ficava a guarda real e ainda mais abaixo os bens necessários à manutenção de todos. Observe no esquema:

Torreão e Suas Divisões Interiores.

Dentro das muralhas havia de tudo: celeiros, estrebarias, cisternas ou pontos de captação da água pluvial, moinho para os cereais, principalmente o trigo e forno para os pães.

O Microcosmo dos Castelos.

Os castelos acabaram por se transformar em símbolo de poder do senhor feudal sobre a população, mas surge uma ambiguidade: acabavam por transformar-se de “refúgio” em “prisão”. O cerco significava fome, sofrimento e morte. No combate aos assaltos, aplicavam estratégias militar preparadas, atiravam fisgas e com o arco, mas os inimigos sabiam fazer reféns.  Atacavam no verão, antes da colheita provocando a fome no interior das fortificações. Contaminavam as águas com cadáveres de animais e cercavam os muros. Na maioria das vezes alcançavam o interior.

Fosso e Porta Movediça.

Os torneios entre cavaleiros eram pequenas guerras de treino para guerras futuras. A caça que abastecia as mesas fartas também preparava fisicamente os guerreiros.

Surge a Figura do Cavaleiro Medieval.

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