O Mais Belo Castelo de Portugal

Almourol:Cenário Mágico…

Em seu livro “Os mais Belos Castelos e Fortalezas de Portugal”, Júlio Gil descreve mais de cem monumentos grandiosos. Augusto Cabrita completa o trabalho ao registrar em fotografias o que há de mais belo na arquitetura  medieval…

O Castelo de Almourol é um dos mais belos e bem preservados de Portugal devido ao seu difícil acesso. Não fosse isso talvez, tivesse ele sido mais um dos relegados a escombros  devido à ação demolidora do tempo e dos saqueadores de pedras para reaproveitamento em construções.

Sobre as Águas do Tejo, Ergue-se Almourol

  D Afonso Henriques e seus homens libertaram amplos territórios dominados pelo Islão e consolidaram o Reino de Portugal. Dentre as fortalezas que defendiam o Tejo, os Castelos de Almourol,  Amieira, Abrantes, Belver se destacavam. Tendo-se em conta os cenários onde foram erguidos, não fossem as guerras, poderíamos dizer que tinham a função de acrescentar beleza. Almourol está em ponto privilegiado no cruzamento de grandes linhas de comunicação, a meio do comprimento do rio Tejo. Tem 310m de comprido, 75m de largura e 18m de altitude e 10 torreões edificado sobre penedos graníticos. Quase uma ilha-castelo, quase um castelo-ilha…

O início da edificação foi provavelmente um “castro lusitano” que foi tomado e melhorado pelos Romanos. Moedas e outros achados confirmam essa hipótese. O local despertou interesse militar por estar em um trecho fluvial de largo uso e antiga zona pesqueira, o que permitia o crescimento de povoados ribeirinhos, tendo em Vila Nova da Barquinha, ali ao lado, como o melhor exemplo. D. Afonso Henrique o conquistou aos Mouros. Em 1171 os Templários o reconstruíram, aumentando suas dimensões. Quando finalmente perdeu-se o interesse militar naquela região, o castelo foi abandonado e só mais tarde, após 1850 Almourol foi entregue à Escola Prática de Engenharia. Hoje, merecidamente esta belíssima construção é ponto turístico dos mais cobiçados e visitados do país…

Lenda  de D. Ramiro

D. Ramiro, feroz alcaide do Castelo de Almourol, matou a mãe e a irmãzita de um jovem Mouro, futilmente o o fez pagem à força no castelo. O Mouro para vingar-se  envenenou a muher de D. Ramiro, mas apaixonou-se por sua filha, Beatriz, sendo correspondido com ardor. Quando D. Ramiro apareceu com outro alcaide a quem prometera a filha em casamento, os dois enamorados fugiram para sempre. Ramiro morreu de desgosto. O castelo abandonado foi caindo em ruína. Dizem que, na noite de São João reaparecem na torre grande Beatriz e o Mouro, abraçados, e Ramiro aos seus pés implorando perdão. O Mouro responde: Maldição!.

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