São Paulo Fashion Week – Lino Villaventura

Qualquer Semelhança É Mera Coincidência

Criação da Casa Dior

 No passado 17 de Junho,  Lino Villaventura apresentou na São Paulo Fashion Week suas propostas para o Verão 2012. Num desfile muito autêntico repetiu o seu trabalho tão característico com as rendas, bordados e entremeios que vieram quebrar a monotonia das lisas organzas. Plissou sedas e com elas construiu vestidos longos que remetiam a Kenzo e Yamamoto.  Nos vestidos curtos em tecidos volumosos, bordou flores, numa possível inspiração em Dior. Predominou o Preto em alguns vestidos, mas principalmente nas roupas masculinas onde o estilo dândi relembrava os anos 20: calças e camisas justas (com um inovador debrum preto em foma de “Y” na frente), coletes e casacos bem medidos, sempre em tecidos acetinados. Para o Gangster de Villaventura, a Prata substituiu o Ouro em muitos fios de muitas voltas ao pescoço. Puro estilo.
A palete dos tons de terra: castanho claro e escuro, bege e creme; rosa chá, amarelo degradê e verde  foram eleitos para os vestidos vaporosos e o abóbora, preto e branco para os volumosos e curtos. 

Criação de Lino Villaventura

Mas…

Copiar, nós sabemos, o Lino não precisa… Mas em se tratando de inspiração, Paris, Dior, Kenzo, nunca se sabe: a tentação é tão grande… Mesmo sem perguntar ao design onde bebeu doses de inspiração, atrevo-me a analisar.  Sou da opinião que muitas vezes o Brasil se inspira em Paris mais por fetiche e até por por inocência… e não por necessidade de copiar. Eu admiro muito o trabalho de Lino e dos demais criadores brasileiros, mas temos enraigada a ideia de que Paris é o ideal de Moda. Este Idealismo é nosso maior erro. A tentação de fazer parecido é grande. E esta discussão vai longe e não é (nem será!) para agora.

Dita Von Teese Em Pose ( E Posse) De Um Dior

Eu vivo em Portugal há seis anos. Ver a moda aqui com olhos da cultura brasileira que trouxe é muito estranho. Aqui tudo é moda e nada é moda. Somos vizinhos de Paris mas as influências da “capital da moda” na Moda Portuguesa não são grandes. Parece que quando se atravessa o Atlântico, as Américas veem Paris com outros olhos, com mais vontade de ser igual. Os Estados Unidos reergueram Chanel fazendo cópias de seus modelos e americanizando seu Estilo. O Brasil ainda hoje importa o glamour, o ideal de moda parisiense.  Diz-se que “santo de casa não faz milagre.” Será por isto que  Paris não enche os olhos portugueses? Aliás, ao contrário, muitos estilistas portugueses (como Fátima Lopes), há anos, ditam Moda em… Paris!!!

Criação de Fátima Lopes

Agradeço ao Blog do Jamill que permitiu usar as fotos nesta reportagem:
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