Morisot:Pioneira na Pintura

Berthe Morisot: O Impressionismo no Feminino

Até 1897 a Escola de Belas Artes de Paris não admitia estudantes do sexo feminino. 56 anos antes, em 1841, nascera Berthe Morisot. Sua sorte foi a de nascer em uma família rica que recebia artistas famosos em casa. Assim, os professores de pintura chegaram até si…

Berthe Morisot (1841-1895)

Morisot era a filha mais nova de um funcionário público que havia estudado pintura e arquitetura. Seu círculo de amizades incluía pintores famosos, dentre eles Corot (1796-1875), um dos principais artistas na França daquela época. Morisot e a irmã Edma tornaram-se suas alunas e tinham talento.  Uniram espontaneidade e técnica e se tornaram pintoras renomadas numa época em que a mulher não tinha vez no meio artístico. Em 1868 Morisot conheceu Manet, o qual exerceu forte influência em sua vida – o irmão de Manet veio a ser seu marido (1873) – e no seu trabalho. Mas o que acrescentou mais sucesso ao nome de Morisot foi o seu lado empreendedor: organizou exposições revolucionárias e congregou pintores, escritores e músicos de ideais comuns. Foi uma mulher moderna e o nome mais livre do Impressionismo, liberdade que soube magistralmente transmitir através de suas pinceladas, aquarelas ou mesmo nos desenhos a lápis.

O Berço

Em 1872 Morisot retratou a irmã Edma junto do berço de seu segundo filho. Edma havia deixado a pintura para se dedicar à família. Quando “O Berço” foi exposta em 1874 ao lado de obras de Pissarro, Renoir, Degas, Cézanne e Monet, destacou-se como a imagem de mais plena ternura retratada dentre todas as obras expostas. Do crítico de arte Castagnary recebeu as seguintes palavras: “Não é possível encontrar imagens mais graciosas, tratadas com maior deliberação… a execução está em perfeita sintonia com a ideia a exprimir.”

Aos 54 anos, em 1895, Berthe Morisot faleceu, mas o seu estilo para sempre ficaria marcado no Impressionismo devido, em grande parte, ao vigor de sua personalidade.

Pesquisa realizada no livro: Comentar Grandes Artistas – Robert Cumming –

Civilização Editora – 1998

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