Amália Rodrigues: Faria Hoje 91 Anos…

Amália, Com Que Palavras Contarei Sua Vida e  Fado?

Ivanir Faria

O Motor de Busca Google Homenageia Hoje Amália Rodrigues...


Era o dia 23 de Julho de 1920. A cidade era Lisboa. A menina que nascera fora batizada de Amália da Piedade Rodrigues. Anos depois tornou-se na maior Fadista portuguesa. Foi ainda atriz de teatro e cinema, mas foi com um enorme carisma que conquistou não só uma nação, mas várias, tornando sinônimo de Portugal nos quatro cantos do Mundo…

Aquela moça de 15 anos que ia vender fruta no Cais da Rocha tornou-se notada, não porque vendia frutas, mas porque soltava a voz. Em 1936, no Santo António de Lisboa Amália era integrante da Marcha Popular de Alcântara. A estreia nos palcos de revista foi no Teatro Maria Vitória em 1940. Era A atração da peça Ora Vai Tu. Em 1944 participa na opereta Rosa Cantadeira, de Frederico Valério canta o Fado do Ciúme ao lado de outra Fadista, Hermínia Silva.

Em Setembro de 1944, acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas, chega ao Rio de Janeiro. A recepção no Brasil é de tal forma calorosa e o espetáculo concebido especialmente para ela no Casino Copacabana tão bem aceito pelo público e pela crítica que o seu contrato inicial de 4 semanas passou para 4 meses. De volta a Portugal recebe o maior apoio de António Ferro. O encarregado pela propaganda e artes do Estado Novo de Salazar e vários artistas nacionais e internacionais juntaram-se à Amália, ou ela a eles para tornar-se numa estrela internacional, então, aos 24 anos. Convidada a repetir a tournée realizada do Brasil, acompanhada por bailarinos e músicos percorreu diversos países.



O Plano Marshall dos EUA seleccionava os melhores artistas dos países aliados e com eles realizava digressões mundiais, para entretenimento das tropas. Foram estas apresentações também um dos grandes impulsos internacionais em sua carreira. Em Portugal já era a “Rainha do Fado” por ter atualizado o fado rural, o que deu novo fôlego à música e à arte portuguesas.
Após a Revolução do 25 de Abril, Amália concentra a sua carreira nas digressões internacionais, numa espécie de “exílio”, que ela sempre negou. Regressando definitivamente a Portugal mantém uma carreira estável, mas sempre de muito sucesso, shows, entrevistas em rádio e TV, revistas e jornais. Recebeu do Presidente da República, Mário Soares a condecoração com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Este prêmio significa a excelência máxima que alguém pode receber em vida.

Amália passa a frequentar mais vezes sua casa de férias no litoral alentejano. A amiga das flores e da natureza, regressa a Lisboa a 6 de Outubro de 1999 e poucas horas depois é encontrada morta, em seu quarto. Tinha 79 anos. Segue-se um dos maiores, senão o maior funeral que Portugal assistiu. Decretado o Luto Nacional por três dias o povo compareceu em massa: lisboetas e portugueses de todos os cantos do País. Hoje descansa no Panteão Nacional, ao lado de outras personalidades que representam a Nacionalidade portuguesa.

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