Sobrenome Corrêa, Origem Ilustre

As Origens em Portugal do Sobrenome Corrêa 

Nome e Sobrenome Talhados em Mármore

Grande e ilustre linhagem portuguesa, a sua genealogia pode traçar-se documentalmente desde épocas bastante recuadas. A ela pertenceu D. Frei Paio Peres Correia, que foi Mestre de Calatrava. É de admitir que o seu nome nascesse das armas que se sabe que usavam desde pelo menos a segunda metade do século XIII. São elas, na sua singeleza original: de ouro, fretado de vermelho, de seis peças. Timbre: dois braços armados de prata, recamados de ouro, com as mãos de carnação e espalmadas, os pulsos passados em aspa e atados de vermelho. O ramo dos Correias que conservou o couto de Farelães – e que, por isso mesmo, eram designados por Correias de Farelães – aliou-se à linhagem dos Aguiares e comemorou tal ligação heraldicamente, tendo passado a usar: de vermelho, uma águia estendida de negro, armada e membrada de ouro, carregada sobre o peito com um escudete do mesmo, com as armas dos Correias. Timbre: a águia do escudo sainte, com uma correia de vermelho no bico. Outro ramo dos Belas veio a ligar-se com os Atou guias pelo casamento e, desse modo, a herdar o senhorio de Belas, pelo que passou a usar as armas daquela linhagem, com o timbre da sua.

Escudo

António Correia, a quem fazem derivar dos Correias de Farelães, distinguiu-se muito na Índia durante o governo de Diogo Lopes de Sequeira e foi como capitão-mor de uma frota contra o rei de Bahrem ou Barém, a quem venceu. Por tal razão lhe deu o Rei D. João III por carta de 14 de Janeiro de 1530 um “acrescentamento” honroso de armas, que ficaram: escudo esquartelado, sendo o primeiro de vermelho, uma cabeça de moura cortada, fotada de prata e coroada de ouro; os segundo e terceiro, as armas já descritas para os Correias de Farelães; e o quarto esquartelado de: primeiro e quarto, de azul, uma cruz potenteia e vazia de ouro (Teixeira), e segundo e terceiro, de verde, cinco flores-de-lis de ouro em aspa (Mota). Timbre: um braço armado de prata, segurando a cabeça de um mouro pela fota. Este António Correia deixou progénie, tanto em Portugal como na Índia, tendo o primeiro ramo adotado a designação de Correias de Barém. O segundo, talvez proveniente de uma filha natural, permaneceu no reino de Ormuz, aí dando origem a uma ilustre família principesca dos Emirado Árabes Unidos, que não esqueceu  as origens portuguesas, usando à moda europeia as armas daquele seu antecessor.

À Entrada da Aldeia de Paio Pires

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