Fénix: Renascida das Cinzas

A Fénix e o Flamingo

O Mito da Fénix renascida das próprias cinzas pode ter origem numa cena real da vida do “pássaro de fogo” Flamingo.

Os cientistas que descobriram e estudaram o martírio da permanência dos Flamingos no reino animal encontraram um caso único. Não sendo uma ave migratória, mas sim nómada, o Flamingo se alimenta da espirolina, uma substância que emerge dos lagos vulcânicos das montanhas da fenda sísmica do Grande Rift.

Para procriar, este pássaro procura o Lago Lengay. Neste lago as águas atingem temperaturas superiores a sessenta graus e estão saturadas de soda. Sobre estas águas cobertas de soda o Flamingo constrói pequenos ninhos de lama cáustica. As crias nascem – uma por ninho – cobertas de de pó cinzento. Daí a a associação ao “renascer das cinzas”.

De onde vem o Mito?

Talvez um anónimo viajante tenha assistido ao espetáculo da chegada, construção do ninho e até ao nascer do filhote do Flamingo tenha espreitado e contemplado.  Poderia até de forma incrédula ter esperado o desenrolar daquela história. Num inferno onde o único animal vivo é uma ave, talvez tenha este viajante se sentido tentado a contar, propagar o que presenciara e, quando recontada com entusiasmo sempre crescente, tenha a história real e até banal originado o mito da Fénix que renasce das cinzas. Talvez. Mas, afinal, tem o mito muito de realidade…

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Arte e Vida, Espiritualidade, Para Ler e Guardar.... ligação permanente.

2 respostas a Fénix: Renascida das Cinzas

  1. Elisangela diz:

    Sabe sempre gostei de mitologia e tenho verdadeira paixão pela Fenix e pelo que ela repressenta aida hoje.
    A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim. No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressureição da ave mítica das cinzas. Ela é mesmo encantadora e pensar no flamingo como o precursor deste mito muito me alegra nada na natureza é impossível.

  2. Alessandro Marques de Siqueira diz:

    Gosto muito dos mitos, afinal expressam a realidade de forma muito mais cristalina que a história. Nos fazem viajar e, ao mesmo tempo, permite que nós nos encontremos em seu enredo…
    Por gostar demais dos mitos lamento que a “mitologia hebráica” tenha sido tomada como fática. Para mim soa lamentável que as alegorias da criação dos judeus tenha chegado até nós sem qualquer margem de interpretação.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s